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4 points, 1 guide for Agile Shift

Atualizado: 29 de jul. de 2020

Agile está dominando o mundo, é um tópico na lista de 90% dos gestores modernos. Todos querem ter uma equipe com autonomia, proativa, dinâmica e versátil. Ter uma empresa agile é uma dessas tendências, que segundo a Mackinsey e a Delloite todos querem mas apenas 10% consideram ter chegado lá, casos de insucesso rondam até mesmo grandes corporações, como foi com o Wallmart até 2016. Então o que uma organização deve fazer para conseguir cumprir a transição?


Se estamos buscando a resposta talvez o leão do ING seja o exemplo a nos espelhar, sendo um dos bancos privados mais antigos da história (sua fundação remonta a 1743), passou recentemente por uma transformação que reestruturou suas fundações, mudando toda sua forma de operação, liderados no início de 2015 por Peter Jacobs, CIO do ING, que elenca basicamente quatro pilares que em sua opinião fizeram a diferença (você pode ler a entrevista aqui):


Metodologia - O modo ágil de trabalhar: segundo Peter a forma das pessoas sentarem uma ao lado das outras, a transparência do processo, o foco em testar as soluções e a preocupação na entrega de valor aos clientes é o primeiro pilar da transformação.


Governança - A estrutura organizacional correta: é importante ter as regras do jogo claras, e deixar de ter diferentes departamentos, comitês, gerentes e diretores, caso contrário os silos vão continuar existindo. Ou seja, é importante ter em mente as regras dessa nova formação, e como funciona a nova estrutura horizontal.


SIGP - A abordagem ao devops e à entrega contínua: ao realizar a transformação ágil é necessário ter um Sistema Integrado de Gerenciamento de Projetos, voltado ao funcionamento e armazenamento das informações dos projetos, e que traduza a filosofia adotada pela organização, no caso do ING a escolha se deu em um software que adotasse a filosofia Devops.


Capacitação - O novo modelo de pessoas: não adianta dar o próximo passo se as pessoas que embarcarem nessa jornada não estiverem suficientemente preparadas, e é aqui que muitas instituições pecam, não dando tempo suficiente para seus colaboradores amadurecem em suas capacidades.


Por fim temos o escritório de gerenciamento de projetos - PMO, (este não foi citado por Peter), que possui como base esses quatro pilares, e é como um stakeholder que garante o equilíbrio e a qualidade da fundação desses conceitos. Garantindo também que as equipes abordem em suas entregas os objetivos da organização.


O escritório de Gerenciamento de projetos nada mais é do que um guia, responsável por garantir os desdobramentos dos objetivos da organização, pois quando falamos de equipes ágeis, estamos falando de tripulantes com plena autonomia para tocar o barco e lidarem com os desafios, portanto é necessário antes de mais nada, ter clara a forma de navegação, ter as funções bem definidas, um barco preparado, uma equipe bem treinada e é claro: um mapa com o objetivo daquela viagem.