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Métricas de processo a Projetos.

Atualizado: 29 de jan. de 2021

As boas práticas de gerenciamento de projetos moderno evoluiu em grande parte graça aos conceitos emprestados da gestão de qualidade, análises feitas por sistemas como Lean, Six Sigma e Kaizen. O objetivo de hoje é demonstrar algumas dessas técnicas, e como seu projeto, ou processo, pode se beneficiar dela.




1- Lead Time

Esse é um dos mais conhecidos e utilizados por gestores de TI, mas outras áreas também se beneficiariam bastante se conseguissem implantar. O Lead time, para o six sigma, nada mais é do que o tempo que uma demanda leva do pedido até a entrega do item, desde o recebimento do pedido até a entrega ao consumidor. Sua aplicação vai muito além dos processos produtivos, entender o Lead Time da sua equipe pode te ajudar a saber por exemplo, em quanto tempo você consegue entregar um projeto de complexidade similar, ou um item do backlog, ou até mesmo o tempo total para resolver um chamado, sendo que esse último utilizamos bastante nas consultorias de Gerenciamento de serviços.


2- Cycle Time

Se o lead time é o tempo que a tarefa leva dentro da sua produção, o cycle time é o tempo que você gasta efetivamente produzindo tal atividade. Entender o cycle time é muito importante porque te ajuda a entender sua capacidade produtiva. Um exemplo que gosto de utilizar é: se um membro do time trabalha 30 horas por semana, e resolve 15 pontos de estória, seu cycle time é 30/15 = 2 , ou seja: 2horas por ponto prouzido mas com saber se essa métrica é boa ou ruim?


3- Tackt Time

Tackt time vem da ideia do “tick-tack” do relógio, não é bem verdade mas ajuda bastante a lembrar do conceito se você imaginar o seu cliente olhando pro relógio enquanto espera você produzir o bem. Basicamente é uma medida para conhecer o quanto seu cliente espera que você produza assim, se seu cliente demanda 60 pontos de estória do seu membro, temos então um tackt time de 30/60 = 1 / 2 hora por ponto. dessa forma sabemos que as duas horas que seu time demanda para produzir, estão bem aquém das expectativas do seu cliente.


4 – WIP

Work in Progress – WIP é uma medida para sabermos o quanto de demanda nossa equipe trabalha por vez. Um dos segredos do bom gerenciamento é limitar esse valor. Lembrando da máxima de “ser multitarefa é burro” , limitar o WIP nos ajuda a focar naquilo que realmente importa e começa a nos ajudar a entender se o processo está estável ou não. Mas isso é conversa para outro post.


E com podemos retirar essas métricas? A verdade é que não existe apenas uma forma, depende bastante de quais ferramentas você tem à sua disposição, existem softwares que calculam esses valores automaticamente, mas sempre considero um ótimo exercício aprendemos a calcula-los, e mais do que isso: visualiza-los. O primeiro ponto é extenso para esse texto, mas a visualização é bem simples, e é dada pelo nosso amigo kanban:



Uma dica para quem planeja implementar tais métricas é: não espere o processo estar perfeito, comece com aquilo que você tem hoje. As métricas de inicio podem sair um pouco tortas, o importante é criar desde cedo consciência de que elas existem e nos ajudam a ser mais eficientes.